sexta-feira, 29 de agosto de 2008


Colégio Militar de Porto Alegre

TI do 1º Ano do E.M.

Bicentenário do Marechal Osorio.



Membros do grupo: Mazzocato, Luize Coutinho, Zem, Kreibich e Adriana.
Turma 106

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Começando pelas Origens

A família de Osorio

O casal Manuel da Silveira Borges e Ana Joaquina se conheceu quando Manuel, já furriel em 1796, depois de desavenças com seu chefe foge em direção ao Rio Grande do Sul. Acolhido pelo tenente Tomás José Luiz Osorio, em sua estância, logo se apaixona por sua filha, Ana Joaquina. Tiveram 10 filhos, dos quais o terceiro foi Manuel Luís Osorio.



Certidão de casamento dos pais de Osorio:





Ana Joaquina (mãe de Osorio):


Diz a tradição que quando correram os proclamas do casamento de Manuel Luís e Ana Joaquina teria sido acrescentado, por engano, o nome Silveira Borges. Publicado com o nome Manuel Luís da Silveira Borges pelo qual ficou conhecido, passando ele próprio a assiná-lo. Já os filhos herdaram o nome "Osorio", em homenagem a sua esposa e a seu sogro, que o ajudaram e protegeram quando precisou.

Feito por: Zem.

Biografia de Osorio

Manuel Luís Osorio foi o primeiro e único barão, visconde e marquês de Erval. Foi também um militar e político brasileiro, herói da Guerra da Tríplice Aliança. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro. Manuel Luís Osorio nasceu dia 10 de maio de 1808, na fazenda Nossa Senhora da Conceição do
Arroio, Vila de Conceição do Arroio, atual município de Osorio, no Estado do Rio Grande do Sul (RS), e faleceu dia 4 de Outubro de 1879, no Rio de Janeiro. Osorio era filho de Manuel Luís, um peão humilde, e de Ana Joaquina Luísa Osorio, de família proprietária de terras. Osorio iniciou a carreira militar durante a Guerra da Independência do Brasil, combatendo as tropas do exército português estacionadas na Província Cisplatina. Após a Guerra da Independência, ele lutou na Guerra da Cisplatina. Após isso, lutou durante toda a Guerra dos Farrapos, que foi de 1835 a
1845. Manteve-se no exército imperial depois de terminado o conflito. Lutou, após isso, nas campanhas platinas, na Guerra do Prata. Quando se iniciou a Guerra da Tríplice Aliança, recebeu o titulo de comandante do I Corpo do Exército Imperial, considerando-se que Osorio já era um militar respeitado nessa época. Para aumentar o número de conflitos em que já esteve, Osorio participou na Batalha de Tuiuti (1866). Osorio acabou tendo problemas de saúde, e foi substituído pelo general Polidoro que assumiu o comando do I Corpo do Exército Imperial. Osorio retornou ao campo de batalha em 1867, já como comandante do III Corpo do Exército Imperial. Ele participou da batalha contra a Fortaleza de Humaitá, que bloqueava o avanço das forças aliadas rumo a Assunção. Após a queda de Humaitá, Osorio ainda lutou nas batalhas de Itororó e Avaí em dezembro de 1868. Nesta última recebeu um grave ferimento, tendo que abandonar mais uma vez o campo de batalha. Não lhe foi possível estar presente na queda de Assunção em janeiro de 1869. Osorio, valente como era, retornou por breve período ao Paraguai no início de 1869.

Osorio foi casado com Francisca Fagundes e, com ela, obteve quatro filhos, que foram: Fernando Luís Osorio (1848-1896), Adolfo Luís Osorio (nascido em 1847), Manuela Luísa Osorio (1851-1930) e Francisco Luís Osorio (1854-1910).

Obs.: Quanto à data de morte de Adolfo Luís Osorio, todos os lugares em que pesquisei diziam que ela era desconhecida. Porém, descobri neste site http://www.genealogiafreire.com.br/jeo_manifesto_republicano.htm que Adolfo Luís Osorio assinou, em 1881, a Profissão de Fé Republicana. Portanto, até 1881 ele ainda estava vivo, não diferente de seus irmãos.


Ao longo de sua vida, Osorio foi agraciado com vários títulos, que foram:

Barão de Erval, em um de maio de 1866.

Visconde de Erval, em 11 de abril de 1868.

Marques de Erval, em 29 de dezembro de 1869.

Para finalizar sua grandiosa vida com um título supremo no exército, foi promovido, em 1877, a Marechal-de-Exército. Faleceu dois anos depois, em 1879.


Voltando um pouco no tempo...

Seu pai, também Manuel Luís, participou de guerras importantes. Ele fora soldado de malícia e chegara a tenente-coronel do exército. Manuel Osorio ouvia de seu pai histórias de lutas em que já passara, porém Osorio era muito inteligente e preferia estudar a combater.
Seu pai, não satisfeito, insistia em fazer dele um soldado, pois era a única forma de garantir-lhe educação formal.
Em 1808 a família real portuguesa chega ao Rio de Janeiro, coincidentemente, com o ano em que Osorio nasceu, pondo fim à colônia do Brasil. Na década de 1820, o Brasil rompeu laços com Portugal e foi reconhecido internacionalmente. Em 1823 Manuel Osorio se alistou nas forças brasileiras e participou pela primeira vez de uma luta como soldado, uma de suas primeiras vitórias.


Descrição do homem que foi Osorio

Manuel Luís Osorio, o menino de poucas letras que se fez poeta, o homem do povo que foi feito Marquês do Herval por seus méritos, o político de princípios, esteve sempre acima da inveja dos medíocres. Como soldado corajoso, como comandante exemplar, Osorio é patrono da Cavalaria do Exercito Brasileiro. Um homem simples, com hábitos modestos, mas de caráter e virtudes que alcançaram o patamar de herói nacional. Como homem, é exemplo para todos os brasileiros.

Marcou notável presença militar e política durante o Império e despertou emocionada devoção de seus admiradores.
Osorio apresenta todas as qualidades do cidadão-soldado: valoroso no campo de batalha, generoso com o inimigo vencido e cuidadoso das suas prerrogativas cívicas de brasileiro.
Estava à serviço da Pátria, tanto na Guerra como na Paz.
Dotado de energia física invulgar, de temperamento prazenteiro, radiante de simpatia era o condutor de homens ideais.
Gloriosas conquistas nos campos de batalha e suas inegáveis virtudes, fizeram dele um dos vultos de maior prestígio na história do Brasil.


Breve resumo da vida de Manuel Luís Osorio

Alguns detalhes ainda não comentados

- Manuel Luís Osorio, sendo filho de estancieiro, aprendeu desde cedo a dominar como ninguém os animais que lhe serviam de montaria. Desde pequeno, Osorio adquiriu gosto pela vida em campanha, percorrendo os pampas, vadeando arroios e se esmerando nas cavalgadas.


- Em 1° de maio de 1823, quando lhe faltavam ainda 10 dias para completar a idade mínima legal (15 anos), inscreve-se no Exército, como voluntário na cavalaria da Legião de São Paulo, logo após a independência do Brasil. Porém, Osorio nem sempre quis servir às forças armadas, como já foi dito antes. Seu pai, Silva Borges, teve de insistir muito para conseguir levar seu garoto a ter outro olhar sobre o exército: o de admiração.

- Como Praça do Exército Imperial aos 15 anos de idade, galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagraram como "O Legendário".


- Oportunidade em que seguiu para Montevidéu, onde recebeu seu batismo de fogo na Guerra da Consolidação da Independência.


- Fez-se presente em todas as campanhas travadas pela manutenção e configuração de nossas fronteiras sul e oeste. Foi na campanha da Tríplice Aliança que Osorio se destacou como chefe Militar de prestígio, tendo sua consagração na batalha de Tuiuti.
- Por encarnar em vidas todas as qualidades inerentes ao soldado de cavalaria e legar para as gerações posteriores exemplo de patriotismo abnegação, Manuel Luiz Osorio, "O Legendário", foi merecidamente escolhido como Patrono da Arma de Cavalaria.

-A 26 de setembro de 1879, Osorio, ainda Ministro da Guerra, adoece gravemente com uma pneumonia aguda. Nunca mais entrou em combate.

- Faleceu em quatro de outubro de 1879, no Rio de Janeiro em pleno desempenho de função de ministro do Império do Brasil.

As promoções de Osorio no Exército

1. Praça da Pré;

2. Cadete de 1° Classe: um de outubro de 1824;

3. Alferes: 1° de Dezembro de 1824, classificado no 3° Regimento de Cavalaria de 1° linha;

4. Major em comissão: 21 de novembro de 1826, 3° Brigada da Cavalaria;

5. Tenente: 12 de outubro de 1827, classificado do 5° Regimento de Cavalaria;

6. Capitão: 20 de agosto de 1838;

7. Major: 27 de maio de 1842, classificado no 2° Regimento de Cavalaria;

8. Tenente-Coronel: 23 de julho de 1844, efetivado no comando do 2° Regimento da Cavalaria;

9. Coronel: três de fevereiro de 1852, por merecimento mais uma vez comprovado no campo de batalha;

10. Brigadeiro: graduado no posto em 2 de dezembro de 1856, efetivado no posto a 15 de junho de 1859;

11. Marechal de Campo (General Div): 8 de julho de 1865;

12. Tenente-General (General Ex): 1° de julho de 1867;

13. Marechal-de-Exército: graduado no posto em 27 de junho de 1877;



Linha de Tempo dos Acontecimentos

A seguir, uma linha do tempo dos acontecimentos da vida de Manuel Osorio, desde seu nascimento até a sua morte:

· 1808, maio: nascimento de Manuel Luís Osorio em "Conceição do Arroio" (atual Osorio).

· 1822: levado pelo pai, Osorio participa das lutas pela independência do Brasil. (como já comentado, seu pai se esforçou muito para fazê-lo criar uma paixão pelo Exército).

· 1823: Osorio alista-se no exército brasileiro.

· 1824: cessam-se as lutas em Montevidéu, na então Província Cisplatina, atual Uruguai.

· 1825 19 de abril: Juan Lavalleja cruza o rio Paraná, dando início à campanha de independência do Uruguai: campanha libertadora dos 33 Orientales.

· 1825 10 de dezembro: o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina) entram em guerra.

· 1827 20 de fevereiro: Batalha do Passo do Rosário.

· 1827: Osorio mantém com Juan Lavalleja os primeiros contatos para a paz.

· 1828: o Tratado do Rio de Janeiro reconhece a independência do Uruguai.

· 1829: o batalhão de Osorio permanece estacionado em Rio Pardo.

· 1835: inicia-se a Revolução Farroupilha.

· 1835: Juan Manuel de Rosas assume o governo em Buenos Aires.

· 1835: em Bagé, no dia 15 de novembro, Osorio casa-se com Francisca Fagundes de Oliveira, natural de Caçapava do Sul, e filha de Zeferino Antônio Fagundes de Oliveira e Vicência Constança de Sousa.

· 1835 – 1845: Batalha de Rio Pardo e Piratini;

· 1838: Fructuoso Rivera no poder em Montevidéu; seu adversário, Manuel Oribe, refugia-se na Argentina.

· 1842: Luís Alves de Lima e Silva, nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul, promove Osorio a tenente-coronel.

· 1842: Oribe, apoiado por Rosas, invade o Uruguai; inicia-se o sítio de Montevidéu.

· 1845: Um acordo põe fim à luta entre o exército brasileiro e os farroupilhas.

· 1845-1848: constantes conflitos na fronteira entre os uruguaios de Oribe e os rio-grandeses em represália aos ataques de Manuel Oribe; organizam-se as califórnias.

· 1850: a Argentina e o Brasil rompem relações diplomáticas.

· 1850: iniciam-se entendimentos entre o Brasil, o Paraguai, o Uruguai (colorados) e as províncias argentinas do rio Paraná.

· 1851: tropas de Urquiza e Caxias avançam para Montevidéu; Oribe rende-se.

· 1851: Batalha de Monte Caseros; derrotado, Rosas refugia-se num navio inglês.

· 1864: o Paraguai declara guerra ao Brasil.

· 1865: os paraguaios anexam o sul da província de Mato Grosso, tomam a província argentina de Corrientes e invadem a Província de São Pedro do Rio Grande.

· 1865: formada a Tríplice Aliança.

· 1865: Osorio, no comando das tropas brasileiras, cruza o rio Paraná (batalha do Passo da Pátria).

· 1865, junho: Osorio é promovido a marechal-de-campo(equivalente a general-de-divisão).

· 1865, setembro: cercado em Uruguaiana, Antonio de la Cruz Estigarribia rende-se; os paraguaios evacuam a província argentina de Corrientes.

· 1866: Passo da Pátria, combates dos dias 16, 17 e 18 de abril; Estero Belaco, 2 de maio; Passo Cidra, 20 de maio; Tuiuti, 24 de maio.

· 1866, maio: Osorio feito barão de Erval, adoece e deixa o comando - em seu lugar fica o general Polidoro Jordão, logo substituído por Caxias.

· 1868: Osorio volta à luta sob o comando de Caxias, participa da batalha de Humaitá (fevereiro), da batalha de Itororó (dezembro) e da batalha de Avaí, onde é ferido em regresso a Pelotas; recebe o título de cidadão argentino e é elevado a visconde de Erval.

· 1869: Caxias entra em Assunção.

· 1869: iniciou-se a Campanha da Cordilheira.

· 1869: chamado pelo conde d'Eu, Osorio toma parte na batalha de Peribebuí.

· 1869: elevado a marquês de Erval.

· 1870: Batalha de Cerro Corá; fim da Guerra do Paraguai.

· 1877: Osorio é escolhido senador do Império.

· 1878: Osorio ocupa a pasta de Ministro da Guerra.

· 1879, 4 de outubro: falece no Rio de Janeiro, aos 71 anos de idade.

Obs: Linha de tempo copiada, porém com alguns detalhes adicionados que podem ajudar a compreendê-la.

Feito por: Mazzocato, Luize e Adriana.

Topografia do Paraguai

· “1864: o Paraguai declara guerra ao Brasil.”




Tal assunto foi retirado desse momento na linha do tempo: o começo da Guerra do Paraguai.





No mapa acima é possível identificar os pontos mais estratégicos em batalhas e movimentos de guerra no Paraguai.
O território paraguaio é parte integrante da Bacia Platina, composta pelos rios Paraguai e Paraná. A maior parte de seu relevo é formado por planícies situadas na região Ocidental, e na parte Oriental estão os planaltos, mas com poucas elevações.
O rio Paraguai cruza o país ao meio e divide o território em duas regiões distintas:

1- Região Oriental: onde ocorreu a maior parte das batalhas e de movimentos das tropas durante a guerra. Na margem Oriental do rio Paraguai o relevo é ondulado, com poços declives. Na região sul – oriental, a região continua descendo, indo à direção ao rio Paraná, e em alguns pontos banha ambos os lados do Planalto do Paraná, assim dificultando a passagem das corporações, que naquela época dirigiam-se as guerras.

2- Região Ocidental: praticamente desabitada, pois é uma planície baixa que é coberta por densas florestas de arbustos. Eleva-se sem ser notado a partir da margem Ocidental do rio Paraguai até o Altiplano Boliviano.

Feito por: Adriana.

Um Osorio intelectual...

Produção artístico literária de Osorio

Apesar de Osorio ter sido um homem forte, valente e que gostava de defender sua Pátria, também possuía uma alma sensível. Temos noção ao analisar suas obras (poesias, versos e rimas), que ele amenizava suas dores e demonstrava sua alma sensível, delicada e terna.

Um exemplo de seus versos é:

Como viverei sem ti?

Desde esse fatal momento,

Que a tua vista perdi

Abismado na tristeza

Como viverei sem ti?

Cuidados consumidores,

Só no meu peito senti

Se só com o ver-te me alegro

Como viverei sem ti?

Quanta ausência custaria

Certamente não previ

Hoje por ti suspirando

Como viverei sem ti?

Como esposa amante e terna

Sempre teus passos segui!

Hoje a longa distância

Como viverei sem ti?

QUADRINHAS

Só vivo quando te vejo,

Dia e noite penso em ti,

Se nasceste para amar-me,

Eu para te amar nasci.

Ausentes dos teus encantos,

Sem teus lindos olhos ver

Tudo me causa desgosto

Nada me causa prazer.

O tempo curar não pode

A chagas que amor abriu

Separar só pode a morte

Corações que amor uniu.

Pavorosas, negras sombras

Escondem o meu penar

Em silenciosa dor me oprime,

Meu alívio é suspirar.

Os prazeres mais puros da vida,

Que gozamos com ânsia e fervor,

Degeneram no mal que mais tarde

Nos arroja no abismo da dor.




GLOSA

É por entre o fado escuro

Que a minha paixão se lança...

E vou perdendo a esperança

Entre as sombras do futuro.

Constância, ó Lília, eu te juro:

Mas fora melhor não ver-te,

Quisera não conhecer-te,

Por ti não sentir paixão,

Porque no meu coração

Já sinto a dor de perder-te!

A seguir, um assunto que pode não ser uma produção artístico-literária, mas deve-se, também, ao intelecto de Osorio.

Frases mencionadas pelo Marechal:

-“Deve-se, antes de tudo, servir à Pátria qualquer que seja seu Governo.” (Dita no combate de Cisplatina).
-“Quero a ordem e a liberdade, mas quando esta perigar minha espada estará pronta a defendê-la.”(Dita na Guerra dos Farrapos)

-“A glória é a mais preciosa recompensa dos bravos.” (Dita na batalha de Tuiuti).
-“Ainda uma vez mostraremos que legiões brasileiras, na Prata, só combatem o despotismo, confraternizando com os povos.”
-“ A farda não abafa o cidadão no peito do soldado.”
-“ A força moral do soldado aumenta quando ele é bem comandado.”

“-” Quem escreve, deve-se fazê-lo pela Pátria “
-“ A data mais feliz de minha vida seria aquela em que dessem a notícia de que povos civilizados festejam sua confraternização queimando seus arsenais.”
E é claro, a mais conhecida por todos, ao qual hoje serve de inspiração:

“-” É fácil a missão de comandar homens livres - basta mostrar-lhes o caminho do dever.”

Feito por: Luize e Adriana.

Armas utilizadas na época do Marechal

Introduziremos com o Brasão que representa as armas, e após isso apresentaremos algumas delas.


Brasão das Armas

O Escudo do Brasão de Armas do Marechal Osorio, inscrito no Distintivo Histórico do 3° Regimento da Cavalaria de Guarda, foi concedido pelo Imperador Dom Pedro II ao Marquês de Herval, em 11 de outubro de 1870.
Sabe-se que o Brasão representava sua vida militar e a destacada coragem guerreira de Osorio, bem caracterizadas pelo campo vermelho e pelo leopardo batalhante.
A baixo, observa-se o desenho original de Luís Aleixo Boulanger, Escrivão dos Brasões e Armas da nobreza e Fidalguia do Império.






Lanças de Osorio


A lança e a espada eram as principais armas que dispunha o combatente montado para fazer frente ao inimigo. O Regimento Osorio guarda hoje as lanças e a espada que pertenceram ao Marechal Osorio, o patrono da Cavalaria.





Lança de Guerra



A Lança de Guerra foi a arma de guerra firmemente empunhada pela poderosa destra do patrono da arma ligeira, era confeccionada em ébano, lâmina reta de aço, castão e Couto de prata. Foi doada a Osorio, na Campanha do Uruguai, pelo General Bento Manuel Ribeiro, proferindo as seguintes palavras: "Alferes Osorio entrego-te minha lança, pois tenho certeza que o senhor a levará mais longe do que eu a levei”.
Atualmente o 3º Regimento de Cavalaria de Guarda possui uma réplica dessa lança, utilizada nas cerimônias da Festa Nacional da Cavalaria e desfiles.
Em sua bandeira estão bordadas, em fios de ouro, duas estrofes. Na primeira as perguntas:
- "Quem foi o guerreiro, o audaz temerário, que em tantas pelejas constante se achara?
- “Quem foi o lanceiro, o herói legendário, que o solo inimigo primeiro galgara”? "
Na estrofe inscrita a seguir a resposta:
“ As águas do rio, no passo da pátria,
As matas sombrias, o rijo pampeiro
Ufanos respondem: um rio-grandense,
Osorio, o colosso Osorio, o guerreiro”.

Peças que compõem a LANÇA DE GUERRA:

1) Lâmina de aço;
2) Terminal superior de prata;
3) Flâmula;
4) Argola móvel de fixação da flâmula;
5) Argola fixa de fixação da flâmula;
6) Suporte de madeira;
7) Terminal inferior de prata.


Lança de Honra



A Lança de Honra foi doada ao herói pelo povo do Rio de Janeiro, em seu regresso à Pátria em 1877, após a guerra contra Solano Lopes. É confeccionada em ébano, com lâmina de aço, Couto e anéis em ouro, sendo encimada por um castão de ouro maciço, onde estão representadas as principais batalhas de campanha e uma águia simbolizando a argúcia, audácia e energia do legendário marquês do herval.
A Lança de Honra permanece sob a guarda do Regimento Osorio, definitivamente entregue pelos descendentes do Patrono da Cavalaria ao Regimento, conforme o termo de doação lavrado em 12 de março de 1988.

Peças que compõem a lança de honra:


1) Lâmina de aço;
2) Águia em Ouro;
3) Munição do Canhão em ouro;
4) Canhão em ouro;
5) Coroa em ouro;
6) Tope em ouro;
7) Tambor em ouro;
8) Suporte da flâmula e terminal superior;
9) Pinos de fixação do castão;
10) Castão em ouro;
11) Suporte em madeira "Èbano”;
12) Ramo móvel em ouro;
13) Flâmula com inscrição em ouro;
14) Coroa em ouro com inscrição "OZORIO”;
15) Coroa mediana em ouro;
16) Coroa inferior em ouro.


Armamentos de Fogo

A classificação geral das armas utilizadas neste período, era a seguinte:

a) Espingarda: arma comprida com baioneta, destinada à infantaria pesada;

b) Carabina: arma mais curta, munida de sabre-baioneta, destinada à infantaria de caçadores.




Carabina de carregamento ante carga, calibre 14 mm, alma lisa, sistema de pederneira e com alcance máximo de laça de 700 m.
Este último modelo de arma longa permaneceu em uso por cerca de 250 anos nos exércitos do mundo todo.
Possivelmente de fabricação belga, ano 1830.
Conjunto de pontas de lança do período Farroupilha (1835-1845).

c) Mosquetão: de menor dimensão que a carabina, para a artilharia;

d) Clavina: igual ao mosquetão, mas sem sabre, para os clavineiros de cavalaria;

e) Pistola: terminando por uma coronha em forma de punho para defesa pessoal do cavaleiro.

Este armamento acima discriminado, participou das lutas da independência e das campanhas do Prata, tendo sido substituído somente em 1854 pelas armas de percussão. As armas deste novo sistema foram chamadas de fulminantes por usarem cápsulas de fuliminato de mercúrio para inflamação da carga
Figuram na campanha de 1851-1852 contra Rosas os fuzis de agulha tipo Dreyse. Na época, esta arma constituía a última palavra no armamento.
Em 1858, foram adquiridos na Europa os primeiros fuzis raiados distribuídos ao Exército, com origem da Inglaterra e Bélgica, tornando entre nós a designação genérica de Miniés. Constituíram o armamento básico dos combatentes na Guerra do Paraguai.
No curso na guerra, houve a necessidade de emprego de armas mais eficientes pelas forças brasileiras, as armas de repetição. Foi adquirido o fuzil Robert, que pelos maus resultados apresentados, não chegou a ser usado em campanha.
Sucedeu-lhe
a clavina de repetição Spencer, com depósito na coronha para sete cartuchos. Na ocasião foi adquirida também a clavina Winchester, com depósito ao longo do cano para 14 cartuchos, porém, não chegou ser empregada no conflito, pois somente foi distribuída à nossa Cavalaria após a conclusão do conflito.
Para defesa pessoal eram utilizadas também as Pistolas de Pederneira ou fulminante e os Revólveres Lefaucheus, usando cartuchos de espigão lateral. Após a Guerra do Paraguai foram adquiridas, na Bélgica, as arma Comblain para substituir as obsoletas Miniés. As Comblain eram armas de retro carga, atirando cartuchos metálicos como as Spencer e Winchester de repetição que armavam a Cavalaria.
Por essa época foi adotado também o Revólver Nagant, calibre 11mm, para arma de defesa pessoal das praças dos corpos montados de artilharia e lanceiros. Para os oficiais foi distribuído o Revólver Gerard, calibre 9 mm.
Em face dos brilhantes resultados apresentados, foi adotado o Fuzil Mauser Espanhol, que tendo sido modificado em detalhes pela Comissão, foi denominado fuzil de repetição Mauser, modelo brasileiro 1895. Termina aqui o ciclo da armas antigas do Exército Brasileiro.

Descrição geral dos armamentos:

a)Armas de Pederneira: vindas no período colonial, foram usadas nas lutas da independência pelas tropas de terra, e os Bacamartes de boca de sino pelo serviço de guerra naval. São consideradas o primeiro modelo regulamentar no Brasil;
b) Armas de agulha: os primeiros modelos(1841) foram trazidos por tropas Alemãs, que se viu na contingência de empreender a campanha de 1851-1852 contra Oribe e Rosas. Foram as primeiras armas de retro carga e fechamento de ferrolho empregadas no Brasil;
c)Armas de Fulminante: resultantes da transformação realizada em 1854 nas antigas Pederneiras mod 1822;
d)Armas de Mine: primeiras armas raiadas regulamentares do nosso Exército, adquiridas na Inglaterra e na Bélgica, em 1858;
e) Armas Robert: são espingardas de retro carga e tiro simples adquiridas no período da Guerra do Paraguai;
f)Armas Spencer: Clavina de repetição, foi preconizado em virtude da necessidade do aumento de fogo, no decorrer das lutas na Campanha 1865-1870;
g) Armas Comblain: a transformação geral do armamento, tendo em vista as vantagens apresentadas pelo emprego do cartucho metálico, foi a causa da compra das armas Comblain, cujo tipo primitivo em 1873, sofreu três modificações;
h)Armas Mannlicher: após meticuloso trabalho pela Comissão Técnica Militar, foi escolhido o fuzil Mannlicher alemão modelo 1888, com algumas transformações no mecanismo da culatra e que seria fabricado com a denominação de Mannlicher Modelo Brasileiro;
i)Armas Westley-Richards: arma de carregamento pela culatra, foram as preferidas pela Marinha Brasileira;
j) Armas Kropatschek: carabina de repetição, calibre 11mm, semelhante à que foi adotada pela Marinha Francesa, em 1878, com depósito tubular para sete cartuchos dispostos paralelamente ao cano;
k)Armas Mauser: apareceu na Europa(Espanha), conquistou brilhante reputação, foi aceito como armamento regulamentar do nosso Exército com a denominação de Fuzil de repetição Mauser, modelo brasileiro 1895. O Mauser, com seus diversos modelos, dominou a primeira metade do século XX.
Até o último quartel do século XIX, pistolas e revólveres eram armas de defesa imediata e usadas, particularmente por Oficiais. Assim se destacam: as pistolas pederneiras e fulminante e o revólver sistema Lefoucheux.

Canhão de Carregamento Antegarga





Legenda


De origem holandesa e fundida em bronze na primeira metade do século XVII, era uma arma bastante utilizada no período colonial brasileiro. Seu calibre é de 78 mm e disparava um projétil esférico conhecido como Bala Rasa. No sistema espanhol do século XVIII, bem como no de outros exércitos da época, não se media o calibre pelo diâmetro do cano, mas sim pela bala rasa. Logo, um canhão de calibre oito disparava um projétil com 8 libras de peso(aproximadamente 4 kg).
Também era comum o emprego de munições contra pessoal como o Cacho de Uva e a Lanterneta, engenhos compostos por dezenas de esferas menores de chumbo ou de ferro, que funcionavam a semelhança de um moderno cartucho de caça. Algumas vezes, projéteis não padronizados, mas nem por isso menos mortal, tais como pedaços de correntes ou cravos, eram utilizados no combate.
Esta arma, de carregamento ante carga (pela boca) e alma lisa, possuía uma trajetória relativamente tensa, podendo atingir um alvo grande a cerca de 500m. A carga da projeção era de pólvora negra misturada com nitrato de potássio, carvão e enxofre, sendo previamente ensacadas na medida certa para um disparo. Sua queima era lenta, produzindo grande quantidade de fumaça branca e resíduos.

Foguete A Congrève



Foi utilizado pela primeira vez pelo Exército Brasileiro na guerra contra o Oribe e Rosas (1851-1852), e mais tarde na guerra do Paraguai (1865-1870).
Os foguetes eram importados da Áustria e da Inglaterra assim como eram também fabricados no Brasil pelo Laboratório Pirotécnico de Campinho (RJ).
O modelo em exposição era pólvora negra, seu calibre 2,5 pol., com o alcance máximo de 2.500 m. A cauda lateral é para dar estabilidade ao foguete e à sua ignição iniciada por um estopim. Produzia grande quantidade de fogo e de fumaça ruída, particularmente eficiente contra a cavalaria inimiga.

Feito por: Luize Coutinho.

Punho do Sabre de Honra


Sabre de Honra do General Osorio, mandado fazer por subscrição entre os camaradas de Armas e a ele entregue, em público, na cidade de Porto Alegre em 1871. Feito em ouro cinzelado (exceto a lâmina), cravejado com brilhantes. Está sob a guarda do Regimento Andrade Neves (2° Regimento de Cavalaria de Guardas), no Rio de Janeiro.
A espada trazia de um lado da bainha a legenda: O Exército ao bravo Osorio; do outro, “Campanha do Paraguai”.

(Lado em que diz: "O exército ao bravo Osorio").



Lado em que diz: "Campanha do Paraguai".




Feito por: Luize e Adriana.

Uniformes e Medalhas

Uniformes Históricos do Regimento Osorio


Praça Osorio


(Grande Uniforme, Legião de Cavalaria Ligeira de São Paulo na Cisplatina - 1823).

Quando proclamada a Independência, o uniforme ganhou gola verde e penacho (de algodão ou lã) verde-amarelo. No terço superior da manga da túnica, braço esquerdo, o tope verde-amarelo que vem durando até hoje. A calça tem somente uma lista vermelha e o correame, (conjunto de correias),é branco, e os vivos também são brancos. As armas são o sabre e a carabina (clavina).
A charlateira compõe-se de oito círculos dourados. As divisas dos graduados são no terço superior das mangas. Em 1865 em vez de angulosas, as divisas são apenas tiras e agora no terço inferior das mangas, logo acima dos canhões (punhos).


Tenente Osorio

(Grande Uniforme, 5º RC - 1831).

Aspirante a Oficial em 1824, Osorio foi promovido a tenente em 1827 e neste posto permaneceu até 1838.
Na calça apenas uma lista vermelha nas laterais. O correame,(conjunto de correias), possui os mesmos detalhes do usado pelos coronéis. Na parte de trás do talabarte, à altura da cinta, uma canana,(cinturão), em cerca de
6 cm de altura por 12 cm de largura. Era de couro preto com uma coroa e o número da Unidade (corpo) metálica, dourada. Durou até 1881. Servia como cartucheira para a munição das pistolas, clavinas e carabinas.
Os vivos são brancos. As abas da túnica são curtas, para não prejudicar o montar a cavalo. A túnica com abas atrás é herança das casacas que foram abotoadas abaixo da cintura prendendo-se nas laterais dos quadris, para que as pernas dos combatentes ficassem livres para correr ou montar a cavalo. Os botões que abotoavam essas abas estão dispostos em duas carcelas traseiras.
No posto de tenente pendiam franjas (canutilhos) apenas da charlateira do ombro direito. Existiam três espessuras de fios dourados para esses canutilhos. No grande uniforme dos oficiais (aquele com barretina) não se usava galões indicativos do posto nos canhões (punhos). Exceção para os Oficias Generais que se distinguiam por
bordados indicativos nas golas, punhos e pelo padrão das charlateiras. Em campanha, contudo, os Generais usavam, às vezes, somente o passador da charlateira (com uma, duas ou três estrelas).


Coronel Osorio


(Grande Uniforme, 2º RCL - 1852)



Promovido logo após a vitória de 03 de Fevereiro de 1852 em Monte Caseros, ainda comandante do 2º Regimento de Cavalaria Ligeira, Osorio retorna da guerra contra Oribe e Rosas ao território gaúcho. Desde 1815 e até início da Guerra do Paraguai, a Cavalaria não usava botas. A calça se mantinha em posição por intermédio de passadeira cruzando sob as solas da botina. As esporas com a haste,(pau de bandeira), curva para cima tinham rosetas com dentes. São duas as listas vermelhas nas laterais da calça. A casaca de abas curtas é forrada de tecido branco, por dentro. Vermelho, são os vivos da aba da túnica de gala, do canhão (punho) e da carcela (aquele pedaço de tecido com botões nas laterais do punho). A combinação das cores dos punhos e carcelas com a cor das golas indicavam a unidade. No 2º RCL de Osorio o punho era azul e a carcela também, sendo a gola em vermelho. O correame-cinto, talim, talabarte-branco. A fivela dourada, chapa circular com a coroa imperial em relevo. A pasta é em couro preto com a corva imperial sob o qual o número designante da Unidade (2) em metal dourado; a pasta pendia de três guias brancas, ficando à altura do joelho quando o homem estivesse a pé. A pasta penderia, portanto, a uma altura cômoda para o manuseio de documentos. No talabarte, cruzando o tórax da esquerda para a direita, penderiam, por duas correntes, uma agulheta e uma escovinha. As correntes se incrustavam numa carranca de leão em chapa circular. As charlateiras eram com quatro camadas de escamas (armas montadas escamas, a pé degraus) e pela espessura e colocação das canutilhas das dragonas se identificar o posto do oficial. A faixa (ou banda) de oficial, vermelha, tinha ponteiras douradas acima das franjas. A jugular da barretinha é metálica e com relevo de escamas, articuladas no centro. O distintivo compõe-se dois dragões estilizados com cabeças e colas se cruzando para que no meio deles se inscreva o número designativo da Unidade (2), o Dragão era o emblema da Casa dos Bragança, já usado na batalha de Aljubarrota, que garantiu a independência de Portugal. O penacho da barretina de oficial é de crina de cavalo, tingida de vermelho e pendente para frente. Charlateiras, barretinas e colarinhos de couro são heranças estilizadas de peças protetoras contra golpes nos ombros, cabeça e pescoço.


Marechal Osorio

(Grande-Uniforme 1877)

Osorio ingressa no Generalato em 1855, Brigadeiro Graduado (efetivado em 1859). Alcança o maior posto do Exército, o de Marechal de Exército em 1877 aos 69 anos de idade.
Na gola e nos canhões dos punhos, a folhagem de carvalho estilizada dos bordados dos generais portugueses, que também adotamos. Por dentro da gola, um colarinho de couro preto sobre colarinho branco simples, do qual só aparece a borda. Outrora, o colarinho de couro servia para amortecer golpes no pescoço. O cinto é bordado de folhagem de carvalho, assim como o talim, as laterais das calças, as bordas do chapéu bicórnio e a meia-lua das charlateiras. A fivela do cinto reproduz o brasão do Império e, sob ele, uma faixa vermelha antiga mortalha de sete braças, e cujas pontas pendem duas franjas douradas.
As presilhas das abas do chapéu abotoam sobre uma estrela dourada de círculo verde. Quando em serviço em campanha, usava-se o chapéu sem a plumagem e retiravam-se as dragonas.
Esse chapéu bicórnio é, na verdade, um chapéu de aba circular que foi levantada nos lados quando assim se fez mais prático para enfrentar o vento nas galopadas.
O esporim dourado fixa-se na sola do calçado. As abas da túnica (chamada casaca) são de tamanho médio, com abas falsas em bolsilhos laterais.
Não há vivos (ilhoses ou frisos nos terminais do tecido da túnica) no uniforme dos generais. A espada é de modelo 1831, conhecido como “Mameluco”, também usado por Caxias em 1865, em modelo mais elaborado.

Feito por: Luize.

Condecorações de Osorio

Manuel Luís Osorio foi, de fato, um homem que realizou grandes feitos. Em retribuição a tais feitos, ele recebeu várias condecorações. A seguir, algumas delas:




Medalha Campanha do Paraguay


Osorio recebeu essa medalha por ter sua grande atuação na Guerra do Paraguai. Foi o mais importante comandante da primeira fase da guerra, até ser ferido por uma bala. Osorio passou por graves situações durante esse conflito, pois foi ferido, duas vezes, por uma bala, sendo que na segunda vez ele foi atingido no maxilar. Na segunda vez ele teve de passar o comando do corpo de sua tropa, mas ele continuou no campo de batalha, porque a sua simples presença já dava ânimo aos soldados.




Medalha da Campanha do Uruguay

Essa medalha foi concedida a Osorio, pois ele comandou uma das duas divisões brasileiras que invadiram o Uruguai para depor o presidente Aguirre. É importante lembrar que tal intervenção foi o que iniciou a Guerra da Tríplice Aliança.




Medalha da Ordem de Avis





Medalha oficial da Ordem da Rosa




Placa da Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul


Estrela de cinco pontas bifurcadas e maçanetadas.

Ao centro, medalhão redondo azul-celeste, com cruz latina formada por dezenove estrelas. Este medalhão é circundado por uma orla com a legenda "BENEMERITIUM PRAEMIUM".




Placa da Grã Cruz da Ordem de Cristo


Tem forma de raios, com 70 mm
de diâmetro, tendo ao centro um círculo, de esmalte branco, carregado com a cruz da Ordem, perfilada de ouro e circundada de um festão de louro, de ouro.


Comentário:

Nessa postagem, algumas das descrições(não todas) foram feitas por mim. Juntando todos os meus conhecimentos, descrevi como foram ganhas algumas medalhas. Algumas, ainda, nem tem descrição, mas foram postas no blog por parecerem interessante e fazerem parte da lista de condecorações de Osorio.

Feito por: Mazzocato.




Curiosidades

Festa Nacional da Cavalaria

Dia 10 de Maio de 2008
Bicentenário do Marechal Osorio


Foram realizadas demonstrações da vida de Osorio, de Volteio da Equipe da Polícia Militar de São Paulo/SP, apresentação de Ares Altos da Escola de Equitação do Exército, Rio de Janeiro/RJ, de “Carrousel” Militar do 3º RCG, presença de Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), localizada em Resende/RJ, entre outras. O ponto alto da Festa foi a apresentação de Carga de Cavalaria em honra à memória do Marquês do Herval com a participação de aproximadamente 500 militares e 200 cavalos, representações de Carros de Combate Leopard, do 4º Regimento de Carros de Combate, de Rosário do Sul/RS, Salto Livre de Pára-quedistas militares da Brigada de Infantaria Pára-quedista, do Rio de Janeiro/RJ, Viaturas Blindadas de Reconhecimento Leve (Cascavel) e Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal (Urutu) do 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, de Porto Alegre/RS, além de viaturas jipes e pickups e de aeronaves do 3º Batalhão de Aviação do Exército, de Taubaté/SP.

Cavalarianos pára-quedistas marcaram presença





Demonstrações da vida de Manuel Luís – Este seria o grande Marechal Osorio enfrentando um inimigo.




Volteio da Equipe da Polícia Militar de São Paulo/SP




“Carrousel” Militar do 3º RCG






Carga de Cavalaria


A carga de cavalaria é uma forma de ataque tradicional de guerras do século XIX. (época em que viveu e fez a sua história o grande Marechal Osorio).
A seguir a amostra de algumas fotos e de dois vídeos da carga de cavalaria realizada na Festa Nacional da Cavalaria de 2008:







Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=btcYRthO_Ws&eurl=http://www.defesanet.com.br/eb1/200_Osorio.htm
(A carga começa a ocorrer a partir dos quarenta e um segundos de vídeo.)

http://www.youtube.com/watch?v=JsV--AMOD-U
(Filmado por Leonardo Araújo.)
Os vídeos têm visualizações de ângulos diferentes da Carga de Cavalaria.

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Escolta de Honra ao sabre e às lanças de Osorio teve a participação do Grêmio da Cavalaria do CMPA compondo a linha de Bandeiras Históricas.


Houve também a participação de alunos do Grêmio da Cavalaria do CMPA, que, como de costume, compuseram a linha de Bandeiras Históricas.


Fotos:




Obs.: Os alunos do Grêmio da Cavalaria são os que estão montados nos cavalos brancos vestindo a farda de Gala.

Vídeo com a participação do Grêmio da Cavalaria:
http://www.youtube.com/watch?v=EA7q7AzS8Ys&eurl=http://www.cmpa.ensino.eb.br/index. php?Option=com_content&task=view&id=1227&Itemid=167〈=

Nesse vídeo acontecem as entregas do Sabre de Honra a um General-de-Exército, da Lança de Honra a um General-de-Divisão e da Lança de Guerra a um General-de-Brigada. (recepção das Lanças de Honra e de Guerra e do Sabre de Honra).


Comentário: Então, eu, como membro do Grêmio da Cavalaria, estive lá neste dia assistindo as comemorações do Bicentenário do Marechal Osorio. Apesar da enorme muralha de pessoas que se encontrava na minha frente, o que pude assistir eu achei realmente interessante. Assisti as demonstrações da vida do Marquês do Herval, em que ele foi exaltado, e em que foi dito que ele superou vários grandes heróis da época. Assisti ao Volteio da Equipe da Polícia Militar de São Paulo e assisti também o “Carrousel”, apesar de que nesse momento eu já estava perto de ir embora. Um tanto antes disso, eu assisti aos alunos do Grêmio da Cavalaria montados em seus tordilhos e segurando as Bandeiras Históricas, muitos deles emocionados com o fato. Por último, e, considerada por mim a melhor parte, eu assisti à Carga de Cavalaria, que é como a demonstração de um combate. Os cavalos saem correndo numa velocidade surpreendente, enquanto seus cavaleiros carregam lanças na mão. Junto disso, há também a cavalaria mecanizada e a cavalaria blindada. Por fim, pesquisei sobre esse assunto, a Festa Nacional da Cavalaria, pois presenciei o evento no presente ano, e realmente gostei dele.
Em resumo, essa festa teve como principal objetivo exaltar Manuel Luís por seus grandes feitos em nome do Brasil e da Cavalaria, e comemorar o dia dessa arma. Além de todas as comemorações em homenagem ao Marechal já comentadas, houve também a inauguração de algumas obras exaltando Osorio. Como informação extra, segue a seguir o cronograma do dia da Festa Nacional da Cavalaria de 2008, que ocorreu dia dez de Maio.


Programação:

9h30 – Demonstrações de Salto Livre.
10h – Recepção da comitiva do Ministério da Defesa e Comandante do Exército.
10h05 – 1ª Escolta de Honra até o Galpão Marquês do Herval.
10h10 – Lançamento da Pedra Fundamental do Museu da Cavalaria.
10h20 – 2ª Escolta de Honra.
10h25 – Recepção do Ministro da Defesa e/ou Comandante do Exército.
10h30 – Recepção das Lanças de Honra e de Guerra e Sabre de Osorio.
10h40 – Lançamento da Medalha de Ouro do Marechal Osorio.
10h45 – Demonstrações da Vida de Osorio.
11h – Volteio - Equipe da Polícia Militar de São Paulo.
11h10 – Apresentação de Ares Altos da Escola de Equitação do Exército.
11h20 – Demonstrações dos Pelotões de Cavalaria Mecanizado, Pelotão de Carros de Combate e Esquadrão de Cavalaria Pára-quedista.
11h35 – “Carrousel” Militar.
11h55 – Carga de Cavalaria.
12h05 – Deslocamento até o Memorial.
12h10 – Aposição de Flores no Túmulo de Osorio / Visita ao Mausoléu.

Feito por: Mazzocato.



Ilustração da vida de Osorio


A seguir, um modo mais interessante de ser apresentada a vida de Osorio:

Ilustração de João Guilherme C. Ribeiro.

Editora: Zit.



Todos admiravam aquele gauchinho esperto.

- Esse Manuel Luís! Pequeno desse jeito, já monta cavalo como gente grande, com sela ou em pêlo - e se o bicho for brabo, ele doma!

- E você já viu como o danado é bom com o laço e com a boleadeira?

Naqueles tempos difíceis, o Brasil não era ainda um país. Havia poucas escolas. Assim, aquele menino cresceu em meio à natureza, livre como o vento.





Manuel Luís aprendeu a ler e escrever com a família. Muito curioso, estava sempre perguntando, procurando saber mais. Queria continuar os estudos, mas não pôde. Com a declaração da independência do Brasil, veio a guerra. Ele ainda não tinha 15 anos quando entrou para o Exército e acompanhou o pai na luta contra os portugueses. Quando o Brasil tornou-se um país, Manuel Luís tornou-se um soldado.





Soldado sem coragem é como carroça sem rodas. Ainda mais naqueles tempos em que se combatia de perto, cara a cara com o inimigo.

Na guerra da Cisplatina, durante a batalha de Sarandi, o comandante de Osorio se viu cercado pelos inimigos. Manuel Luís não pensou duas vezes: reuniu seus soldados e conseguiu salvá-lo. Agradecido, o comandante Bento Manuel Ribeiro deu-lhe sua lança de presente. Aos 17 anos, ele já era o veterano Manuel Luís Osorio.





O Brasil conheceu Muitas revoltas e conflitos internos. O mais terrível foi a Guerra dos Farrapos. Ela durou 10 anos e só terminou graças ao Duque de Caxias, a quem Osorio muito ajudou: ele impediu que estrangeiros se intrometessem nas negociações de paz e convenceu os chefes revoltosos a falar diretamente com o governo imperial. Assim, a guerra chegou ao fim.
Os gaúchos ficaram tão agradecidos que elegeram Caxias Senador, e Osorio, Deputado da Província.



Mas Osorio mal pôde se dedicar à política. Logo depois, foi chamado para combater dois tiranos: Oribe e Rosas. Oribe, do Uruguai, renunciou antes de lutar. Mas com Rosas, que oprimia o povo da Argentina, foi diferente. Contra ele, argentinos, brasileiros e uruguaios, sob o comando do general Justo José de Urquiza, lutaram ombro a ombro, para enfim derrotá-lo na batalha de Monte Caseros. Por sua bravura em combate, Osorio foi promovido!



Naquela época, eram muito complicadas as relações entre brasileiros, uruguaios, argentinos e paraguaios. Os limites dos países mal estavam demarcados. Muitas regiões eram desconhecidas, como a fronteira na região das Missões, que Osorio foi comandar. Mais que um soldado, era um brasileiro de valor. Ele não deixava de olhar para o povo. Tanto que, em São Borja, criou a primeira escola primária. Explorou as florestas do Alto Uruguai e descobriu uma zona rica em erva-mate nativa. Dessa descoberta viria, mais tarde, seu título de nobreza: Marquês do Herval.





Nas explorações, Osorio descobriu que o ditador paraguaio, Solano Lopez, preparava seus exércitos. Ele informou esse fato ao governo brasileiro, mas não foi ouvido. Assim, quando a guerra aconteceu, o Brasil não estava pronto. Lopez invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Nas horas difíceis, os políticos se lembram dos soldados.
Foi assim que o experiente Osorio recebeu o comando do pequeno e despreparado Exército Imperial. Foi necessário trabalhar muito.



Osorio estava em toda parte. Criou hospitais, preparou acampamentos e organizou as unidades militares, colocando os homens certos nas funções certas. Ele supervisionava tudo, dos suprimentos ao treinamento. Chegavam recrutas inexperientes de todo o Brasil e era preciso treiná-los, transformá-los em soldados de verdade. Osorio conseguiu isso enquanto marchavam pelo longo caminho até os campos de batalha!



Quantas dificuldades! Trabalhar com os aliados argentinos e uruguaios exigia muito jeito, mas Osorio sabia convencer. Foi graças a essa habilidade que o general Urquiza, mesmo sendo amigo do ditador Lopez, lutou ao nosso lado na guerra da Tríplice Aliança. Graças à vitória da Marinha Brasileira sobre a esquadra paraguaia, em Riachuelo, os exércitos aliados puderam atravessar o Rio Paraguai. Adivinhe: quem foi o primeiro a pisar no território inimigo? Osorio, é claro!





Mas o inimigo também era valoroso, e o lugar, desconhecido. Os aliados avançavam devagar, com cautela. As doenças matavam mais do que os tiros. Os suprimentos demoravam a chegar por causa da distância. Na manhã de 24 de maio de 1866, nos campos de Tuiuti, o inimigo atacou de surpresa! Na confusão da batalha, em meio a recuos e avanços, o destemido Osorio estava sempre à frente de seus soldados.
Foi o grande responsável pela vitória. Quando a batalha acabou, os soldados, mesmo aqueles que estavam mais feridos, levantavam-se para saudar seu general, a quem carinhosamente chamavam de "Cabo Velho”.




Depois de Tuiuti, Osorio se retirou ferido e doente. Pouco tempo depois, porém, retornou e participou do cerco à Fortaleza de Humaitá. Foi tão corajoso que um oficial paraguaio, impressionado, deu ordem a seus soldados para que não atirassem nele. Seu cavalo foi ferido e ele combateu a pé junto com seus homens.

Depois, no final da batalha de Avaí, Osorio foi ferido seriamente no queixo.

Mesmo assim, logo voltou à luta com um pano preto sobre o rosto, para esconder a ferida que ainda não havia cicatrizado.




Depois de combater a vida inteira, Osorio foi eleito Senador pelo Rio Grande do Sul e veio para o Rio de Janeiro, então Capital do Império.

D. Pedro gostava muito dele. Um dia, numa reunião muito cansativa, o imperador adormeceu. Osorio deixou cair a espada de propósito.

D. Pedro acordou e perguntou a Osorio, sorrindo:

- Marechal, na guerra os generais deixavam cair assim a espada?

- Qual nada, majestade. Lá o tempo era escasso até para dormir...

Apesar de ter sido uma vida cheia de atribulações, Osorio era um homem sensível. Admirava as coisas bonitas da vida: mesmo durante as guerras encontrava tempo para escrever poesia.




Este era Manuel Luís Osorio, o menino de poucas letras que se fez poeta, o homem do povo que foi feito Marquês do Herval por seus méritos, o político de princípios, sempre acima da inveja dos medíocres.
Como soldado corajoso, como comandante exemplar, Osorio é o patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro.
Como homem, é exemplo para todos os brasileiros.

Feito por: Zem


Pinturas relacionadas ao Marechal Osorio




A seguir, algumas pinturas pelas quais eu me interessei e que percebi relação com o Marechal Osorio.






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Comentário: Não há muito que falar sobre essa pesquisa, apenas que eu peguei da fonte as pinturas que achei mais interessante ou que, ao menos, tivessem relação com o Marechal Osorio. Algumas retratam o próprio Marechal e outras retratam alguns acontecimentos de sua vida, como, por exemplo, os conflitos que ele vivenciou. Há apenas uma pintura que retrata um fato mais atual, que é a da Carga de Cavalaria. Porém, achei essa imagem interessante porque retrata uma forma de ataque tradicional de guerras da época de Manuel Luís, e ocorreu numa das Festas Nacionais de Cavalaria.

Outro detalhe a se notar é que a maioria das imagens, dentre as datadas, foram pintadas em épocas atuais, e por isso se conservam em bom estado.

Feito por: Mazzocato.



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Estátua de Marechal Osorio







Estátua Eqüestre do Monumento da Praça 15 de Novembro, onde repousaram os restos mortais de Osorio até o seu translado para o Rio Grande do Sul.


Feito por: Zem.



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Outras curiosidades sobre o Marechal Osorio

Saiu no jornal Zero Hora (sábado, dia 10 de maio de 2008), uma matéria em comemoração ao bicentenário do marechal Osorio. Está bem interessante, pois relata sua vida resumidamente, com ilustrações bem selecionadas. Vou fazer um breve resumo das curiosidades sobre o marechal que estão na reportagem.

Se quiser conferir a matéria completa, estarei postando-a também, em forma de foto.

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1- Osorio gostava de tomar chimarrão. Ele tinha uma cuia ricamente adornada e uma bomba de prata;

2- O Brasil estava bem equipado de canhões, na guerra do Paraguai, que foram comprados da França, Inglaterra e Espanha, mas também foram fabricados no Rio de Janeiro;

3- Em reconhecimentos aos feitos de Osorio nas guerras, ele ganhou um Sabre de Honra de Deodoro da Fonseca.

4- Ele também ganhou a Lança de Honra (a cavalaria ligeira usava lanças nas batalhas);

5- A tropa de Osorio não se alimentava muito bem. Pela manhã eles tomavam chimarrão. Faziam churrasco com farinha, tomavam erva-mate e cachaça. Raramente, comiam feijão e carne seca;

6- Osorio era um homem de poucas palavras. Porém deixou frases que foram marcadas no bronze da eternidade: “Soldados! É fácil a missão de comandar homens livres; Basta mostra-lhes o caminho do dever”;

7- Os comandantes do naipe de Osorio passavam fome, se sujavam de lama e tinham pelo corpo, picadas de insetos como as muquiranas, que são uma espécie de piolhos.

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Reportagem:




Feito por: Kreibich.

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Bibliografia


Endereços eletrônicos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Lu%C3%ADs_Os%C3%B3rio
http://200.181.6.49/revista/Materias/2007/08ago07/sintesebio.pdf
http://www.osorio.org.br/
http://www.Osorio.org.br/festa_cavalaria2008_Bicentenario.htm
http://www.bf2brasil.com/forum/showthread.php?t=48588
http://www.ahimtb.org.br/
http://www.osorio.org.br/index.html



Livros em geral:
*"Osorio - Síntese de Seu Perfil Histórico". Biblioteca do Exército Editora. Autor: J. B. Magalhães

"Ilustração de João Guilherme C. Ribeiro. Editora: Zit.

*"Histórico do General Osorio". Autores: Joaquim Luís Osorio e Fernando Luís
*Revista do Exército - vol.133 - 2° Trimestre de 1996
*"Osorio - uma vida pelo Brasil". Autoria: Beatriz, Elizabeth e Ruyter C. Ribeiro


*
http://bicentenariOsorio.com/Osorio/index.php?option=com_zoom&Itemid=57&catid=4
Fonte que saiu do ar recentemente, nela constavam as Condecorações de Osorio.

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